Breakthrough
Acabei de ter um breakthrough sobre a minha vida amorosa, mas antes de já compartilhar direto a minha linha de raciocínio e a minha conclusão, quero contextualizar um pouco o que me trouxe aqui de fato.
Há alguns meses escrevi a entrada "Ao meu xará" que me deixou no limbo depois de uma desculpa tosca pedindo espaço - e digo para vocês meninas, esta foi a primeira e última vez que compro essa desculpa.
Nunca mais nos falamos, mas nas redes sociais ainda permanecia aquela amizade falsa. No início ele até acompanhava os meus stories, mas depois de um tempo até isso morreu. Eu fiz algumas tentativas sutis de entrar em contato, todas fracassaram terrivelmente.
Até que cheguei a conclusão de que eu precisava por um fim à situação. Não poderia mais ficar no limbo para sempre. Decidi que para evitar expressar essa finalização verbalmente para ele (visto que isso não surtiria efeito com base no desinteresse já claro) eu defini que iria desfazer a amizade no instagram. Ah que belo seria o dia em que ele visse que eu já não o seguia mais. Apesar de ter me sujeitado aos termos dele com esse "tempo" e aturado um espaço muito além de qualquer tempo plausível - eu ainda teria um resto de dignidade.
Acontece que quando de fato cheguei a desfazer a amizade, ele já havia sido mais rápido e desfeito antes de mim. Ira e raiva percorreram pelas minhas veias. Ele acabou e ainda saiu com o "poder".
Furiosa, fui para o meu quarto refletir e resmungar enquanto secava o cabelo e foi então, num momento de expressar meus profundos sentimentos, que em meio às minhas falas sem sentido eu entendi o que estava acontecendo comigo e porquê eu tenho estado tão puta com a minha vida amorosa.
Sinto aquela sensação de que diferente da minha carreira profissional que, em 3 anos, escalou absurdamente e hoje estou feliz e realizada, minha vida amorosa não teve a mesma agilidade no seu desenvolvimento. Ao mesmo tempo que reconheço que venho me aprimorando nessa área, ainda é muito "devagar" para o que eu queria.
Parti então para analisar o que é que de fato eu faço diferente nesses 2 âmbitos da minha vida?
E a resposta foi mais simples do que eu imaginava... ou pelo menos é a conclusão que eu tomei:
Todas as minhas decisões profissionais e de carreira sempre foram muito certeiras, sempre soube muito bem o que eu queria e aonde queria chegar e, para isso, tomar decisões sempre foi fácil. Mirava e alcançava... os próximos passos muito bem definidos.
Por outro lado na vida amorosa eu só "deixei a vida me levar". Nunca com certeza sobre o que eu queria, deixando as outras pessoas tomarem as decisões por mim. Às vezes não estava muito afim da pessoa, mas ficava ali esperando ver no que iria dar... Ou então eu estava gostando muito da pessoa, mas ao invés de me posicionar ficava esperando a pessoa se posicionar por primeiro.
Essa passividade com a minha vida amorosa fez com que eu tivesse uma vida guiada pelas vontades dos outros.
Na minha vida profissional foi assim: arrumei meu primeiro estágio recebendo meio salário mínimo e após 1 ano na empresa percebi que não era o que eu queria, então busquei uma outra oportunidade numa empresa que me atraía mais e que me pagava 3x o salário do primeiro estágio. Depois de ter aprendido muito decidi que estava na hora de crescer novamente e com isso fiz outra grande mudança profissional para, inclusive outra cidade, ganhando 3x o salário do antigo emprego (10x o salário do primeiro). Todas as decisões sempre muito bem elaboradas, planejadas e principalmente tomadas com determinação. Uma vez batido o martelo na minha mente, eu não tinha dúvida e negava tudo que fosse diferente daquilo.
Agora veja como é a minha vida amorosa, se fizermos uma analogia dela com o a minha vida profissional: dei inicio às relações afetivas (primeiro estágio) e apesar de insatisfeita com o pretendetes, não tinha claro na minha mente o que eu estava buscando. Começo a ficar com uma pessoa e vou ficando até que a pessoa dê um basta. Esse ciclo se perpetua e se repete ao longo dos meses, e eu fico sem saber dizer não para quem não me agrada, e sem saber dizer sim para quem me agrada. Depois de inúmeros encontros fracassados, paro e generalizo que sou incapaz de evoluir no nível de intimidade que consigo gerar com uma pessoa. E tudo isso faz parecer que na verdade nunca saí do "job grade" do meu primeiro estágio e sigo apenas esperando as "empresas" me mandarem embora.
Com isso tudo ficou muito claro. Eu sei que existe uma parte de relacionamentos que é diferente do profissional, porque dependo da outra pessoa estar igualmente envolvida na relação. Mas agora eu reconheço que a minha parte eu não estava fazendo.
O que eu preciso responder à mim mesma é:
Há alguns meses escrevi a entrada "Ao meu xará" que me deixou no limbo depois de uma desculpa tosca pedindo espaço - e digo para vocês meninas, esta foi a primeira e última vez que compro essa desculpa.
Nunca mais nos falamos, mas nas redes sociais ainda permanecia aquela amizade falsa. No início ele até acompanhava os meus stories, mas depois de um tempo até isso morreu. Eu fiz algumas tentativas sutis de entrar em contato, todas fracassaram terrivelmente.
Até que cheguei a conclusão de que eu precisava por um fim à situação. Não poderia mais ficar no limbo para sempre. Decidi que para evitar expressar essa finalização verbalmente para ele (visto que isso não surtiria efeito com base no desinteresse já claro) eu defini que iria desfazer a amizade no instagram. Ah que belo seria o dia em que ele visse que eu já não o seguia mais. Apesar de ter me sujeitado aos termos dele com esse "tempo" e aturado um espaço muito além de qualquer tempo plausível - eu ainda teria um resto de dignidade.
Acontece que quando de fato cheguei a desfazer a amizade, ele já havia sido mais rápido e desfeito antes de mim. Ira e raiva percorreram pelas minhas veias. Ele acabou e ainda saiu com o "poder".
Furiosa, fui para o meu quarto refletir e resmungar enquanto secava o cabelo e foi então, num momento de expressar meus profundos sentimentos, que em meio às minhas falas sem sentido eu entendi o que estava acontecendo comigo e porquê eu tenho estado tão puta com a minha vida amorosa.
Sinto aquela sensação de que diferente da minha carreira profissional que, em 3 anos, escalou absurdamente e hoje estou feliz e realizada, minha vida amorosa não teve a mesma agilidade no seu desenvolvimento. Ao mesmo tempo que reconheço que venho me aprimorando nessa área, ainda é muito "devagar" para o que eu queria.
Parti então para analisar o que é que de fato eu faço diferente nesses 2 âmbitos da minha vida?
E a resposta foi mais simples do que eu imaginava... ou pelo menos é a conclusão que eu tomei:
Todas as minhas decisões profissionais e de carreira sempre foram muito certeiras, sempre soube muito bem o que eu queria e aonde queria chegar e, para isso, tomar decisões sempre foi fácil. Mirava e alcançava... os próximos passos muito bem definidos.
Por outro lado na vida amorosa eu só "deixei a vida me levar". Nunca com certeza sobre o que eu queria, deixando as outras pessoas tomarem as decisões por mim. Às vezes não estava muito afim da pessoa, mas ficava ali esperando ver no que iria dar... Ou então eu estava gostando muito da pessoa, mas ao invés de me posicionar ficava esperando a pessoa se posicionar por primeiro.
Essa passividade com a minha vida amorosa fez com que eu tivesse uma vida guiada pelas vontades dos outros.
Na minha vida profissional foi assim: arrumei meu primeiro estágio recebendo meio salário mínimo e após 1 ano na empresa percebi que não era o que eu queria, então busquei uma outra oportunidade numa empresa que me atraía mais e que me pagava 3x o salário do primeiro estágio. Depois de ter aprendido muito decidi que estava na hora de crescer novamente e com isso fiz outra grande mudança profissional para, inclusive outra cidade, ganhando 3x o salário do antigo emprego (10x o salário do primeiro). Todas as decisões sempre muito bem elaboradas, planejadas e principalmente tomadas com determinação. Uma vez batido o martelo na minha mente, eu não tinha dúvida e negava tudo que fosse diferente daquilo.
Agora veja como é a minha vida amorosa, se fizermos uma analogia dela com o a minha vida profissional: dei inicio às relações afetivas (primeiro estágio) e apesar de insatisfeita com o pretendetes, não tinha claro na minha mente o que eu estava buscando. Começo a ficar com uma pessoa e vou ficando até que a pessoa dê um basta. Esse ciclo se perpetua e se repete ao longo dos meses, e eu fico sem saber dizer não para quem não me agrada, e sem saber dizer sim para quem me agrada. Depois de inúmeros encontros fracassados, paro e generalizo que sou incapaz de evoluir no nível de intimidade que consigo gerar com uma pessoa. E tudo isso faz parecer que na verdade nunca saí do "job grade" do meu primeiro estágio e sigo apenas esperando as "empresas" me mandarem embora.
Com isso tudo ficou muito claro. Eu sei que existe uma parte de relacionamentos que é diferente do profissional, porque dependo da outra pessoa estar igualmente envolvida na relação. Mas agora eu reconheço que a minha parte eu não estava fazendo.
O que eu preciso responder à mim mesma é:
- O que eu estou buscando? O que eu quero?
- A pessoa que estou ficando no momento é o que estou buscando?
- Se não, tchau e benção. Se sim, exponha o que você busca para ver se é o que a pessoa busca também.
- Se for, ótimo! Se não, tchau e benção!
Definitivamente preciso ser mais determinada com as minhas decisões amorosas. Assumir ativamente o rumo que a minha vida amorosa está tomando. É possível escalá-la, afinal adoro dizer que minha característica número 1 é ser DETERMINADA, não? Pois bem, hora de fazer jus ao adjetivo. Hora de tomar o controle da minha vida amorosa!! <3 <3 <3
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