Reflexões de um domingo à tarde

 É engraçado como Domingo é o dia que nos provoca mais reflexões. E hoje eu estive refletindo sobre a minha empresa, o meu futuro, e o meu papel dentro de tudo isso. 

Estou tentando trabalhar em mim o respeito pelo descanso, controlando minha ansiedade para não deixá-la tomar conta da minha mente e permitir que eu tenha momentos de descanso sem me sentir culpada. É estranho quando se está em uma situação como a minha, porque ao mesmo tempo que preciso respeitar o descanso parece errado estar descansando quando estou tentando empreender e tirar uma empresa do papel e do mundo das ideias. 

Por vezes me sinto perdida. É difícil criar uma empresa do zero, ainda mais quando não existe um modelo de negócio estabelecido para copiar. Sempre vem em mente aquela dúvida se a ausência de uma concorrência relevante é devido a falta de investimento/inovação do setor ou se é falta de existir um problema. 

Sempre falam que precisamos focar em resolver um problema. Mas é difícil saber se o seu problema é relevante. Para mim, para nós (eu e minha sócia) é uma questão relevante, mas será que o nosso público-alvo pensa da mesma forma? Não há como conseguir as respostas corretas de forma simples, ou rápida. 

Dei alguns passos atrás, seguindo os conselhos do meu mentor, estou agora tentando estabelecer tamanho de mercado. Mas isso tão pouco é simples. Dentre um universo de informações, números, dados e estatísticas eu preciso entender se o público que eu estou imaginando como ideal existe de fato. E como vi em um comentário no Youtube hoje mesmo enquanto pesquisava como fazer isso: "Tem muita gente falando na teoria, mas ninguém fala na prática como se criar isso".

Em meios a pensamentos e dúvidas sempre vem aquela questão: o que eu estou fazendo com a minha vida e o meu futuro? Seria o correto ter aceitado a vaga da Arco no começo do ano e dado sequência a uma carreia CLT?

Esses pensamento pioram quando decido ir ao shopping para espairecer... em meio a uma alta inflação os preços são assustadores e me vejo sem poder de compra. Como se estivesse regredido para 2017 quando o dinheiro era apertado e eu não podia gastar ele com nada e tudo tinha que ser programado.

Sinto que ninguém ao meu redor realmente acredita que eu sou capaz de empreender e ter um negócio de sucesso. As pessoas falam que acreditam, mas ninguém compra a ideia da Alimenty Mais. Meus pais mesmo agem perto de mim como se pisassem em ovos. Também confesso que não sinto muito uma parceria de sociedade com a minha sócia. Falta alguma coisa... um engajamento, um esforço... empreender deveria ser sairmos da zona de conforto não é? Mas parece que por vezes só nos falamos e olhamos pra Alimenty  mais quando da, quando cabe na agenda. É complicado.

Eu não sei ao certo responder o que estou fazendo no momento. Estou tentando fazer a minha empresa dar certo. É só isso que eu sei. O futuro é incerto e no momento não consigo pensar muito nele. É muito difícil enxergar. 

Comments

Popular Posts