Fora de cena
Estou em Piracicaba essa semana e hoje, felizmente, retorno para minha casa. Eu só quero dormir na minha cama, comer na minha cozinha, trabalhar na minha mesa, ver meus cachorros e o meu amor. O apartamento aqui é bem organizado, fofo, limpo... as meninas com quem eu dividi a estadia dessa vez também parecem ser bem legais. No entanto é aquilo, a cama é muito dura, estou com dor na coluna, o travesseiro é ruim, estou com dor na cervical e só quero muito voltar pro aconchego da minha casa e da minha rotina.
Minha psicóloga está grávida e é muito estranho pensar nisso. Parece que muda algo quando você descobre que alguém está grávida. Como se falar de coisas da minha vida, reclamações e problemas sejam supérfluos. Afinal, ela está gerindo uma vida dentro dela. Eu também nem imaginava que era isso que ela mais almejava no momento e que ela e o marido estavam tentando. Por um lado é bom que eu não soubesse dessas informações, mas por outro, agora sabendo, me parece meio estranho. Sinto que se eu for compartilhar com ela problemas no meu relacionamento ela vai me julgar. Não sei porque, mas sinto isso.
Eu ando meio preocupada, tensa com algumas coisas em relação ao E. Desde o acontecimento do vaso de porcelana aqui mencionado eu não me sinto mais a mesma. Parece que quando ele fala eu não acredito mais 100% igual era antes. Fica sempre uma vozinha lá no fundo duvidando de cada palavra.
E isso tem me incomodado. Aqui essa semana ele ficou 24h sem falar comigo entre segunda e terça e por mais que eu tenha tentado manter a calma, essa voz lá no fundo da minha mente ficava sussurrando coisas como "ele vai terminar", "ele não quer mais você". Que coisa horrível!
E aí quando tentamos nos falar a noite foi ruim também porque parece que quando eu não estou em SP o E. realmente se joga com tudo no trabalho e esquece de viver, cuidar de si, etc. Junta isso com todo o cenário caótico do trabalho e aquela imbecil de analista que ele tem que é zero noção e ai vira aquela situação chata de ontem onde ele não atende minha ligação a noite porque está ocupado com a tal analista, depois quando está falando comigo no telefone interrompe a conversa para dizer que precisa ligar para a tal analista porque ela "está tendo uma crise de ansiedade e quase bateu o carro". Tipo, na boa, que mina otária. Ela precisa encontrar a própria rede de apoio.
Aí da forma que ele fala, parece que eu sinto CIÚMES. Mas não é sobre isso! Eu não acho que ele iria me largar pra ficar com aquela guria. Eu só acho que é desnecessário, que ela parece uma criança agindo dessa forma e que ela está criando muita dependência e muita intimidade com alguém que vai vir a ser chefe dela um dia. Imagina como liderar alguém que age dessa forma?
Por outro lado, sei que o E. gosta disso, porque ele se sente importante, se sente como um líder para ela. No entanto o que ele não ve é que ela não tem limites com ele. É qualquer dia, qualquer hora para qualquer assunto.
E aí eu que tinha várias coisas para tratar com o meu namorado não consigo falar com ele sobre o meu dia, saber do dia dele, falar de coisas aleatórias porque ele está sendo puxado para dentro do redemoinho do mundo da FDP.
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