Olho para trás apenas com gratidão, nada mais.

Estou tendo um surto aqui agora. Saí de uma reunião do CARALHO sobre MBA em Stanford. Hoje de manhã fui em um evento de MBA na IESE e fiquei um pouco chocada quando me toquei que as inscrições já estão no round 2 (que só vai até final de Dezembro). 

Ou seja, eu só posso me inscrever no ano que vem para começar os estudos apenas em 2026!!! SOCORRO! Muito longe!

E aí eu fiquei pensando sobre o GMAT, lembrei lá em 2022 quando eu comecei a estudar pro GMAT porque queria prestar um MBA gratuito da escola de negócios da UFRJ que parecia super legal. 

Então resolvi abrir o meu instagram da Paula Sampaio Consultoria e voltar nos stories de Agosto de 2022 quando eu postei conteúdo sobre os meus estudos pro GMAT. 

Porra... bateu uma bad do caralho. Eu me senti péssima. Pensei na hora "porque eu tomei as decisões de vida que eu tomei?!". Porque voltei do RJ pra SP sendo que eu tava com uma rotina boa na época estudando e evoluindo pra prova... 

Eu tava postando conteúdo bacana na página e tinha muito orgulho e clareza do que eu estava buscando fazer. 

Ai veio uma sensação muito ruim de que eu estou perdendo tempo. Que perdi tempo indo pra planejamento comercial na Centauro, que perdi tempo esse ano até que eu poderia ter estudado pro GMAT e feito a application ainda esse ano no Round 1. 

Que sentimento horrível esse de pensar que eu tinha 24 anos naquele stories e que hoje eu estou com 26 anos... sinto que desperdicei 2 anos da minha vida. 

Hoje ouvi um podcast que parecia bobinho, mas que teve uma frase que ela disse que fez muito sentido para mim. Eu venho pensando que estou à deriva, que me sinto perdida. Ela traz que geralmente quando achamos que estamos perdidos é porque estamos, muitas vezes, nos sentindo "atrasados". Sentindo que deveríamos estar em um patamar X e não atingimos ele ainda, que não alcançamos o que "deveríamos". 

E na hora que pensei nisso fez muito sentido com esse mal estar que me veio ao ver os stories da Paula Sampaio Consultoria e ter esse pensamento de que perdi tempo. 

Porque ao mesmo tempo, aquela vida não era perfeita. Eu estava sempre apertada de grana, trabalhando muitas horas presencial e em pé. Não tinha amigos e me sentia terrivelmente sozinha. Só encontrava homens moleques que não queriam relacionamento e só me sacaneavam.

Quando me mudei para SP voltei a ter qualidade de vida, volter a viver a vida de uma jovem saindo com amigos, bebendo no bar e socializando. Cuidei mais da minha saúde, morei no apartamento dos meus sonhos. E mais importante do que tudo eu encontrei o amor da minha vida! 

Nesse ano também fiz e conquistei muitas coisas. Abri 2 CNPJs, viajei MUITO, participei de momentos muito importantes com a minha família, estive PRESENTE. ESTUDEI! Aprendi muito, testei novas coisas, entrei pro CORAL que era um sonho!!! 

Além do que, em 2022 se eu tivesse me registrado para algum MBA teria sido esse na UFRJ. Agora estou falando de algo muito maior, muito melhor, estou falando de ir para STANFORD! Ir para uma das universidades mais concorridas e mais prestigiadas do MUNDO! 

Eu construí uma empresa do ZERO! Eu impactei a causa ambiental da restauração florestal no Brasil! Isso é trabalho com IMPACTO! 

Não aceito essa culpa ou sentimento de "perda" ou sentimento de "fracasso" ou o que quer que seja esse maldito sentimento que fica querendo invadir a minha mente e poluir tudo o que eu fiz de bom, todas as escolhas que eu tomei que foram as melhores decisões para a minha vida. 

Ao invés de pensar "e se" as coisas poderiam ter sido diferentes, porque não pensar que "sim, estou vivendo a melhor versão da minha vida"?

Passei por muita coisa nesse ano... muita explosão mental, muita quebra de pré-conceitos, ampliei as formas de viver, de ganhar o pão nosso de cada dia... mudei os meus valores, desconstruí e me desintoxiquei de toda mentira e farsa que me prendeu nos últimos anos. Caí na real e descobri uma clareza sobre a vida, sobre o valor, sobre o nosso propósito. 

Para mim não é sobre o que fazemos, o quanto ganhamos ou no tamanho das nossas responsabilidades. É sobre poder estar com as pessoas, é sobre fortalecer os relacionamentos. 

Precisei descontruir tudo que eu acreditava e estou reconstruindo aos poucos. O que apoiar e defender e o que criticar. 

Não mudei apenas o meu cabelo de liso para enrolado. Mudei os meus valores. 

E como a moça disse no podcast hoje novamente: se leva tanto tempo para nos desconstruir, porque achamos e esperamos que vamos nos reconstruir da noite pro dia?

Hoje eu encerro esse ciclo. Hoje eu coloco um BASTA nesse maldito sentimento que tenta olhar pra trás com uma nostalgia doentia querendo me forçar a me arrepender pelas escolhas que tomei. Eu tomei as melhores decisões e estou no lugar CERTO e os próximos passos só dependem de mim neste momento, no aqui e no agora. 

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