Reflexões num domingo de procrastinação

 Estou aqui num domingo fim de feriado (3 dias off seguidos) e procrastinando para fazer o que eu preciso fazer. 

Vem um pensamento de "nossa o tempo está passando muito rápido e não estou aproveitando", mas acho que é apenas a minha sabotadora dizendo isso para me deixar ansiosa. Porque na verdade se teve uma coisa que eu tive nesse feriadão foi tempo e sinceramente acho que utilizei ele da melhor forma. 

Na sexta, primeiro dia off, eu acordei por volta das 7h30, cuidei dos meus dogs, dei um tapa na casa e sentei para estudar por 3h seguidas. Aí almocei com os meus sogros e quando voltei fiquei estudando mais umas 2h. Depois FAXINEI a casa de um jeito hard, limpei dentro de armário, passei aspirador E PANO no chão, reorganizei alguns armários, lavei roupa... arrumei profundamente a casa e depois tirei o dia off para descansar, eu toquei violão, vi série, bebi vinho e dormi cedo por volta das 22h. 

No sábado novamente eu acordei cedo (tem sido automático) e não queria já sentar para estudar, então preferi começar o dia também cuidando dos meninos, lavando roupa e dando um banho no nuffi, com isso já era hora de sair porque tínhamos combinado de ir pro interior na casa de um amigo do Edu. Passamos antes na Cobasi e compramos a caminha do Zong que já estava há um tempão para ser comprada e com isso seguimos para o interior. Eu até levei o meu tablet para estudar, mas confesso que além de não ser o ambiente propício para isso porque era um role intimista que seria chato eu me ausentar, também não senti que havia necessidade, afinal eu também queria me conectar com as pessoas e me desconectar da rotina, fiquei longe do celular e aproveitei para conversar, bebe cerveja, comer um churrasquinho e tudo mais, também acabei deitando relativamente cedo 23h30. 

E hoje, Domingo, eu acordei cedo novamente e tive um momento de intimidade com o meu amor, foi ótimo, tomamos um café da manhã com o pessoal e eu consegui ficar uns 30 minutos organizando o que eu precisava fazer do trabalho da Pós que preciso entregar amanhã. Na sequência retornamos para SP chegando aqui por volta de 12h30 quando amigos nos convidaram para almoçar e decidimos ir e foi muito legal. A gente foi todo mundo junto no mesmo carro até um restaurante japonês e pedimos rodízio, foi o puro pecado da gula, mas foi uma delícia. Eu comi tanto que meu estômago chegou a doer, nunca havia sentido isso antes, mas é que tudo estava MUITO bom. Depois de amassar o rodízio e bater papo com os amigos, voltamos para casa onde precisei deitar um pouco. Nem dormi, apenas fiquei assistindo uma série embaixo das cobertas ao lado do meu amor e com o nuffi nas minhas pernas dormindo de roncar depois de ter brincado tanto com uma cadela lá na casa do interior. 

E aí por fim, agora, por volta das 19h eu sento de volta na minha mesa para enfim realizar a minha entrega do trabalho da Pós. Muitas vezes a procrasctinação vem de um lugar onde não sabemos exatamente qual é o primeiro passo, e eu até consigo enxergar a minha dificuldade com o trabalho, mas também acho que é mais preguiça de pensar do que qualquer outra coisa. 

Sei que se eu dedicar 2h eu mato isso e as 21h poderia estar livre com a pós concluída. Só preciso começar. 

Mas em relação a uma reflexão sobre os últimos dias, não posso reclamar, sabe? A vida tem me tratado muito bem. Eu vejo que realmente me cobro muito e até pessoas ao meu redor me falam isso repetidas vezes em situações diversas. 

Mas o que eu não posso fazer é olhar para a minha vida com negatividade, porque ela não é uma vida ruim. Claro, eu tenho um perfil ambicioso e tenho convivido com pessoas ao meu redor que trazem essa sensação de que não é o bastante ou o suficiente. Mas acho que mais do que ouvir elas com suas opiniões enviesadas pelas suas vidas, eu prefiro olhar para a minha vida com o meu viés e buscando aquilo que eu sempre quis. 

É bom para e refletir e lembrar porquê de eu ter trilhado este caminho, do empreendedorismo, ele não é fácil e a maior batalha com ele que eu vivo não são as dificuldades que o empreendedorismo me mostra, mas a minha própria mente. É ela que me puxa para baixo nos dias ruins, não são as adversidades. Por isso, se eu conseguir dominar a minha mente eu sei que as coisas vão dar certo, porque não é uma questão de "e se vai funcionar" é apenas uma questão de "quando", "até quando preciso fazer para funcionar" e até nisso não acho que tem um  prazo final. 

Não vai ter um dia lá na frente que vou chegar e falar "é isso, cheguei". Porque qual é o destino? Estamos sempre colocando novas metas. 

Primeiro era abrir um CNPJ. 

Depois era faturar neste CNPJ para conseguir viver disso e bancar minhas contas. 

Depois é atingir um faturamento para conseguir trazer equipe. 

Depois é conseguir clientes novos para não ser tão dependente dos clientes atuais. 

É e sempre será uma construção. Empreender é sobre isso. O constante colocar de um tijolo atrás do outro. E não podemos deixar que a buscar por um castelo desse ou daquele jeito nos impeça de olhar todas as paredes que já construímos, todos os andares que já trilhamos. 

"Ah, mas consultoria vai morrer com o surgimento da IA" - TUDO BEEEEM MEU AMIGO! Eu ouvi isso semana passada pela milésima vez do meu sogro. E não é que não acho que ele esteja certo, pode até ser que esteja sim, e sei que ele me fala isso pelo meu bem. Mas hoje eu ainda vejo uma grande necessidade por consultoria no mercado brasileiro. 

Inúmeras empresas que não sabem o que estão fazendo, que perdem eficiência andando em círculos. 

Enquanto eu puder trazer luz e clareza para o caminho delas, deixe que eu faço o meu trabalho. E a partir do momento que eu não conseguir mais clientes, aí sim eu penso em outra coisa! Está tudo bem!

Eu me formei em dezembro de 2019, eu iniciei minha carreira profissional oficialmente em 2020. De lá para cá eu já trabalhei com 8+ temas e áreas diferentes. Você vai me dizer que se eu precisar lá na frente trocar eu vou ter problema? Mas de jeito nenhum. 

Eu aprendo rápido e me adapto mais rápido ainda. Que o futuro venha e traga o que tiver que trazer, eu vou sobreviver nele e bem. Porque hoje o meu estilo de vida está dentro do patamar acho que de 10% da população brasileira. Então assim, não to mal não. E para pessoas como eu que batalham e fazem o seu, sempre haverá espaço. 

Mas mais do que tudo isso que comentei. O MEU FOCO NÃO SERÁ APENAS O TRABALHO. Esse é o ponto principal que eu venho tentando buscar com a minha psicóloga. Eu gosto de trabalhar e tenho tendências worksholics, mas eu não quero E NÃO ACEITO que a minha vida gire em torno do trabalho.

Na época que eu morei no Rio eu perdi tanta coisa justamente por estar vivendo uma pandemia e trabalhando escala 6x1 presencialmente. Eu tive que estar longe de pessoas, perder celebrações e momentos importantes com amigos e familiares. Hoje eu vejo que para mim o meu principal objetivo de vida é poder compartilhar e viver a vida ao lado das pessoas que eu amo. De estar PRESENTE no momento com eles. 

Eu venho trabalhando para desconstruir o mercado de trabalho que eu conheci, que é machista, tóxico e explorador. E introduzir ao mercado um novo modelo de trabalhar e fazer negócios que é cocriacional que respeita o tempo das coisas e das pessoas. 

Eu sou parte do futuro que estou querendo construir e meu papel aqui é de fazer a diferença no mundo que eu acredito e tudo bem se impactar "apenas" as pessoas do meu círculo. Melhor impactar 1 vida do que nenhuma. 

Querer impactar milhões é uma meta puramente egocêntrica e querer fazer os com impacto menor acharem que não conseguem gerar impacto é estupidez. No mundo em que vivemos precisamos retomar as conexões humanas. 

Então no meio de tudo isso eu vivo a minha vida, vivo o dia a dia, o dia que não é talvez tão interessante, o dia que precisa fazer coisas chatas, o dia que é incrível e memorável. 

Pois bem, agora já são 19h12 e já procrastinei demais, vou lá finalizar minha atividade para seguir com a minha noite. 

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